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domingo, 6 de maio de 2012

O AMX-13 na IDF

Base histórica:

Os AMX-13 foram os primeiros tanques modernos (pós-segunda guerra) recebidos pelos israelenses e passaram a integrar a IDF (Israel Defense Force) desde a década de 50. Segundo Hammel a IDF tinha 100 Amx-13 em 1955, quando da expansão do exército egípcio.
O AMX-13 foi produzido pela França na década de 50. Era um tanque leve com uma tripulação de 3 homens, acionado por motor à gasolina (SOFAM 8 cilindros de 250 hp)e possuia um canhão de 75 mm de alta pressão com carregador automático (o primeiro tanque a ser equipado com um). Sua principal característica era a torre oscilante, que alterava sua inclinação como um todo e não apenas do canhão.
Algumas versões receberam uma armação com trilhos para disparar mísseis anti-tanque SS-11 (quatro no total).















A guerra dos seis dias em 1967 foi a última em que Israel utilizou o AMX-13 em grandes números pois embora os tanquistas israelenses gostassem do carro devido a sua agilidade e velocidade, este não era páreo para os modelos mais modernos usados pelos árabes. Hammel cita que o canhão do AMX só penetrava a blindagem frontal do T 55 a 50 metros de distância.
















As empresas de defesa israelenses planejaram e implementaram algumas melhorias no tanque como a troca do motor por um acionado à diesel, novo sistema de tiro (o Lancelot da Elbit) e a troca do canhão por um mais potente de 90mm. Porém o carro continuava sendo um tanque leve com blindagem fina para os padrões do momento.


Modelo:
O modelo utilizado é o fabricado pela Heller. Conta com o trilho de lançamento dos SS 11 e peças para a versão mais moderna do AMX. Como o objetivo era construir um tanque usado na Guerra dos Seis Dias em 1967, algumas modificações foram realizadas.
Foi optado pela não utilização dos trilhos de lançamento dos mísseis e a placa de blindagem anterior (peça no. 21).
Os israelenses muitas vezes colocaram metralhadoras Browning M1919 .30 em um suporte fixado à torre.













Foto: O modelo após sua montagem básica.















Para a modificação da metralhadora, foram usados uma base construída em plástico (scratchbuild) o suporte de uma metralhadora da Tamiya e uma Browning da Academy, com sua caixa de munição.


















Também foi colocada uma caixa à direita da torre e outra pequena à esquerda, conforme encontrado em várias fotos da época.. Outro detalhe foi a colocação do suporte onde são encaixados os patins de lagarta reserva na frente do tanque.

 Foto: Note-se a caixa à direita da torre e a metralhadora Browning.













Foto: vista esquerda onde nota-se a pequena caixa presa a torre. Vê-se ainda a metralhadora e seu suporte preso acima do canhão.













Foto: Detalhe do suporte para os patins de lagarta adicionado.
















Alguns trens de minha fabricação foram colocados no cesto traseiro.
A pintura do tanque foi feita com o neutral gray da Tamiya (XF-53 ). Para mim esta cor é a que mais se aproxima da matiz do sand-gray israelense usada na época.

Obras consultadas:

Foss, Christopher E. The illustrated encyclopedia of world's tanks and fighting vehicles. London. Salamander books.  1977.
Hammel, Eric. Six days in june.Pacifica. Pacifica military history. 1992.
Zaloga, Steven. Israeli tanks and combat vehicles. London. Arms and armour press. 1983.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Hetzer

O Hetzer foi um dos últimos desenvolvimentos alemães na classe dos canhões de assalto/caça tanques durante a segunda guerra mundial. Após o fim da guerra continuou sendo utilizado pela Tcheco-Eslováquia e pela Suíça.
Existe alguma controvérsia a respeito de seu nome, Hetzer, (que pode ser traduzido como "tocaieiro") ser oficial ou não. Encontram-se também referências quanto ao "apelido" de Pato de Guderian (Guderian's duck), como citado por Gudmundsson.

Base histórica:
O uso de canhões de assalto na função de destruidores de tanques (caça-tanques), pelos alemães, foi bastante bem sucedido. A medida que estes passavam da ofensiva para a defensiva, este tipo de arma era cada vez mais requisitada.
Quase todos os chassis produzidos ou usados pelos alemães foram montados com versões caça-tanques, fechadas ou não. É o caso dos Marders, montados sobre o chassi francês (Marder I), do Pzkpfw II (Marder II) e do Pzkpfw 38t (Marder III) e também do Nashorn, montado no chassi do Pzkpfw IV. Todos abertos em sua parte superior.
O uso do chassi do Pzkpfw III produziu o Stug III, que após dotado de um canhão capaz de dar combate á tanques, provou ser uma arma extremamente eficiente.
Uma boa quantidade dos chassis do Pzkpfw III foram desviadas para a produção dos Stug III, antes mesmo que o tanque tivesse sua produção encerrada. O Stug III era totalmente fechado o que lhe conferia melhor proteção à tripulação e um perfil mais baixo.
A medida que a demanda por estes veículos ia aumentando, começou a se usar o chassi do Pzkpfw IV para a produção de caça-tanques, bem como os do Panther e do Tiger.
Neste momento o Gen. Heinz Guderian era contrário ao desvio dos chassis dos tanques Pzkpfw IV para a produção de canhões de assalto/caça-tanques. Porém, devido a grande necessidade de blindados no campo de batalha para o fim específico de dar combate aos blindados inimigos e ao sucesso do Stug III, passou a advogar a criação de um caça-tanques sobre o chassi do Pzkpfw 38t, chassi este, extremamente confiável e testado. Guderian em seu livro Panzer Leader comenta que a decisão de tornar a produção total da linha de montagem do Pzkpfw 38t em caça tanques ocorreu em 7 de dezembro de 1943, os quais teriam uma blindagem bem inclinada.
O projeto teve inspiração no Maresal romeno. sobre o chassi foi montado um compartimento totalmente fechado com um canhão de 75 mm PAK 39 L/48 sem seu freio de boca, desviado da linha média para a direita. Possuia também uma metralhadora MG34 controlada de dentro do carro, montada em seu teto.

Foto: O Hetzer do Patton Museum.













As modificações adicionaram em torno de 5 toneladas ao peso original do Pzkpfw 38t. Isto sobrecarregou sua suspensão, sendo feitas modificações como a colocação de rodas maiores e lagartas mais largas.
Outros problemas em seu desenho eram a pouca deriva horizontal de seu canhão, 11 graus para a direita e 8 para a esquerda (lembrar que o canhão era à direita da linha média do tanque e seu chassi estreito) e a blindagem fina em suas laterais.
Foi produzido em uma razoável quantidade, principalmente nas fábricas BMM e Skoda,  servindo em todas as frentes com as tropas alemãs. Devido a seu pequeno tamanho e armamento poderoso foram bastante eficientes na luta contra outros blindados.

Foto: Um Hetzer da 2a Div. Panzer SS Das Reich.













Foto: Um Hetzer no campo de batalha, não podendo ser identificada a unidade.















Apenas a título de comparação a abordagem dos aliados ocidentais foi um pouco diferente da dos alemães. Também usaram os chassis de tanques existentes mas montaram canhões em torres abertas para que se mantivesse a capacidade de deriva horizontal. Exemplos destes são o M10, o M36, o M18 e o Achilles. Já os russos também usaram chassis sem torre como o SU76, SU85 e o JSU122.
A abordagem russa e alemã pode ser explicada pela enorme demanda de blindados na frente oriental, portanto o caça-tanques sem torre, mais simples e rápido de se produzir era uma opção.

Foto: Um Hetzer Suíço, com um detalhe pouco usual, a presença de um freio de boca.













Modelo:
O modelo que possuo é o fabricado pela Italeri, um modelo muito antigo, sem grandes diferenciais. O da Dragon é bem mais detalhado.
Alguns trens foram adicionados para aumentar sua verossimilhança, como lonas, uma roda sobressalente (como na foto do Patton Museum).
O modelo nào traz nem o macaco nem o periscópio de mira do canhão, sendo utilizado um macaco de um set de detalhamento da Italeri e o periscópio produzido por scratchbuild.


 Foto; O periscópio do aparelho de pontaria do canhão, produzido com plástico e metal.








As lagartas precisam ser pintadas pois são prateadas.
O esquema de pintura dos Hetzers é bastante variado, dependendo de sua fabricação e usuário (como por exemplo a Suíça).
A pintura escolhida foi o esquema de emboscada, composto de dark yellow, red brown e olive green, todos da Tamiya.

 Foto: O modelo completo pronto para receber os trens e o wheathering.














O wheathering aplicado no modelo consite de um wash de Deck Tan da Tamiya (XF-55), para lhe conferir uma aparência empoeirada. Um pin-wash com tinta à óleo raw umber (sombra natural) aplicado nos rebites e outras saliências do modelo. E manchas escorridas (rain marks) em tinta à óleo raw umber, burnt umber e laranja.

Foto: O modelo com o wheathering aplicado. Note-se a aparência empoeirada, com marcas de escorrido e o pin wash nos rebites e saliências.












Foto: Um close do modelo com os detalhes do wheathering.














Obras consultadas:
Edmundsson, Gary. Modelling the jagdpanzer 38 (t) "Hetzer".  Oxford. Osprey. 2004.
Grove, Eric. World war II tanks. London. Orbis. 1976.
Guderian, Heinz. Panzer leader. New York. Ballantine. 1967.
Gudmundson, Bruce I. On armor. London. Praeger. 2004.
www.wikipedia.org/wiki/Hetzer

Atualizado em 04/08/2014

sexta-feira, 2 de março de 2012

Jagdpanzer IV L/70 (V)

"A mais básica regra para um modelista criar um grande
 modelo é investir na pesquisa e no detalhamento."

Base histórica:
O desenvolvimento dos últimos Pzkpfw IV na 2a guerra está muito ligado a tentativa de Hitler de transformar a linha de produção dos tanques em uma linha de canhões de assalto/caça-tanques. Esta tentativa tinha como opositor Heinz Guderian que achava que os chassis do Pzkpfw IV deviam ser reservados a produção de tanques. Mas o próprio Guderian via a necessidade do caça-tanques como arma básica no combate a estes veículos para as Divisões de infantaria e batalhões de combate à tanques.
Desta anteposição, mas com o aval do próprio Guderian resultaram quatro tipos de caça-tanques baseados no chassi do Pzkpfw IV.
São eles:
- Sturmgeschutz IV
- Jagdpanzer IV L/48
- Jagdpanzer IV L/70 (V)
- Jagdpanzer IV L/70 (A)
Os Jagdpanzer IV eram considerados muito mais perigosos que os Stug III anteriormente utilizados (English).  Sua produção começou em janeiro de 1944.

O Jagdpanzer IV L/48 era um blindado montado sobre o chassi do Pzkpfw IV com uma modificação em sua frente composta por duas placas com um ângulo de 30 graus entre elas o que lhe conferia um glacis bastante inclinado. Apresentava uma estrutura em forma de casamata que alojava o canhão Pak 39 L/48 de 75 mm.



Foto: Um Jagdpanzer IV L/48 da 116a Div. Panzer. Seu símbolo (um greyhound) é visto à esquerda do blindado sobre a marca tática de um batalhão anti-tanque.














O Jagdpanzer IV L/70 (V) é o desenvolvimento do Jagdpanzer IV L/48, sua principal diferença é o canhão mais longo Pak 42 L/70 (70 calibres), o mesmo canhão do Panther, sem o freio de boca. Suas versões finais contavam com tubos de escapamento verticais (2),  e apenas 3 rodas de retorno ao invés de 4, totalmente de aço.
As duas rodas dianteiras  apresentavam rimas de aço ao invés de borracha (Isto deve-se ao aumento de peso da frente do veículo, o que danificava a rima de borracha). O peso também lhe dificultava a manobra.
Inicialmente fabricado com a aplicação de zimmerit, este material foi abandonado em setembro de 1944.
O "V" em seu nome refere-se a seu fabricante, a firma Vomag.

Foto: O Jagdpanzer IV L/70 (V), mostrando as características do arranjo de rodas descrito. Rodas de apoio com rima de aço e 3 rodas de retorno.









Modelo:
O modelo é o produzido pela Italeri, como outros ele traz a opção de montagem do L/48 ou do L/70. Possui peças variadas o suficiente para produzir várias versões destes carros. Algumas peças inadequadas visto terem sido produzidas em árvores aproveitadas para vários carros.
As rodas de retorno podem ser montadas em número de 3 ou 4, conforme a versão, porém são de um modelo antigo, com rima de borracha e não de aço. A solução foi sua substituição por rodas da tamiya vindas de um Stug IV.  Como minha opção foi da versão mais tardia, 3 rodas de aço.


 Foto: A comparação entre as rodas de retorno da Tamiya (esq) e Italeri (dir). As da taamiya são do padrão tardio com rima de aço.












O escapamento utilizado foi o duplo com dois canos verticais.


As duas primeiras rodas de apoio são com rima de aço, conforme a descrição do blindado real. Utilizei rodas de um PzkpfwIV da Dragon na parte interna das rodas dianteiras, pois são melhor detalhadas que as da Italei, já as externas são as da própria Italeri.


Foto: A comparação entre as rodas de apoio (externas e internas) da Italeri (esq) e Dragon (dir). Notem que a Italeri fornece uma roda interna com rima de borracha.












Foto: detalhe da suspensão modificada com as rodas descritas.













O suporte traseiro para patins de lagarta sobressalentes suprido pela Italeri não parece ser adequado, visto que não acompanha toda a traseira do veículo. foi necessário a produção de um novo com plástico e metal.



Foto: Detalhe do suporte das lagartas produzido em plástico e metal. O modelo da Italeri não traz esta peça, sendo necessário a sua produção (scratchbuild).













Obras consultadas:
Englih, John A. Surrender invites death. Mechanicsburg. Stackpole. 2011.
Grove, Eric. World war II tanks. London. Orbis. 1976.
Guderian, Heinz. Panzer leader. New York. Ballantine. 1967.
www..wikipedia.org/wiki/Jagdpanzer_IV

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Mk IV "tadpole"

Base histórica:

A introdução dos carros de combate nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial trouxe modificações a forma de se fazer a guerra, o movimento voltou à frente de batalha que no momento era dominada por uma série de trincheiras fazendo com que as posições ficassem estáticas. Os blindados permitiam  que se vencesse obstáculos e proporcionavam proteção conta as armas do inimigo.Os carros de combate romboidais ingleses, podiam cruzar trincheiras de 8 a 10 pés.
Toda nova arma gera uma contra-medida, portanto houve o aumento progressivo das trincheiras o que obrigou a melhora da capacidade de sua transposição em 1917. Uma das soluções propostas foi o "Tadpole tail".
A idéia era simples, alongar os chifres traseiros, em cerca de 9 pés, dos carros existentes, permitindo que cruzassem trincheiras mais largas.
As seções dos chifres traseiros foram fabricadas na William Foster & co. e mandadas para a França em forma de kits para a montagem em oficinas de campo. Apesar de efetiva a cauda não tinha rigidez o suficiente, principalmente em terreno acidentado, e foi abndonada.
A William Foster & co. ltd. era uma firma especializada em tratores agrícolas sobre lagartas. Tinha como principal executivo Sir William Tritton, ao qual se deve a idéia do "tadpole tail". Esta foi uma das primeiras firmas a produzir tanques na Inglaterra.


Foto: O Mk IV "Tadpole".
Fonte: www.tankzone.uk












No verão de 1918 foram feitos testes com este veículo, transportando um morteiro de 6 polegadas Newton & Stokes em uma plataforma entre os chifres traseiros, como forma de dar apoio de fogo.


Foto: O Mk IV "Tadpole" com o morteiro na plataforma traseira.
Fonte: www.tankzone.uk










Modelo:

O modelo disponível no mercado é o da Emhar cod. EM 4004. representa o carro (versão male) equipado com o morteiro.
Obs: A  versào armada com canhões 75 mm e metralhadoras nos embonos é chamada de male. A armada apenas com metralhadoras, female.
é um kit de fácil montagem que representa bem o original sem necessitar grandes alterações. Fica a dica de usar uma fonte de calor (um secador de cabelos, por exemplo) para ajudar a dar a forma as lagartas que são razoavelmente rígidas. O uso de super bonder flex-gel para fixá-las ao casco também é de bom alvitre.
Outro detalhe da construção foi o reforço dos escudos dos canhões com super bonder já que as placas laterais dos escudos não apresentam pinos de encaixe, formando superfícies propensas a quebra.


 Foto: O casco do Tadpole, mostrando a montagem das esteiras, antes de seu fechamento, opção que facilitou sua colagem.
















 Foto: O modelo pronto para a primeira mão de tinta.
Note-se os embonos com os canhões em suas laterais.














Tendo em vista que o "Tadpole" não entrou em operações pouca coisa pode se fazer em modificações que o tornem mais verossímil ou específico. O maior trabalho que pode ser feito é o da pintura e weathering.
A cor em si já é um problema. A Emhar indica o gunship gray como cor básica (FS 16118) , conforme os estudiosos do Tank Museum em Bovington, mas ninguém sabe ao certo qual era a cor dos carros de combate ingleses. A maior parte dos modelos varia entre gunship gray, khaki brown e verde (semelhante ao olive drab).
Obs: Esta proposta de cor segundo  a classificação de cores Federal Standard 595 (FS) é brilhante como indica o primeiro número do código.
É certo que os carros romboidais rapidamente se cobriam de lama devido as condições dos campos de batalha, por isso um pesado weathering é bem vindo..
Foi usada na pintura a tinta gunship gray da Model Masters (FS 36118), fosca.

Foto: O Tadpole após a primeira mão de tinta.















Obras consultadas:
Ellis, Chris. The great tanks. London. Hamlyn. 1975.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O M3 Lee

Base histórica:

No início da Segunda Guerra Mundial, o arsenal blindado dos EUA constituía-se principalmente de carros de combate leves M2, dotados de canhões de 37 mm e carros de combate médios também chamados de M2, com o mesmo canhão.

 Foto: Um M2 (médio) no Campo de Provas de Aberdeen
Fonte: www.wikipedia.org













Os combates ocorridos na Europa mostravam que o carro médio M2 era insuficientemente armado e blindado para enfrentar os blindados alemães como o Pzkpfw III e o Pzkpfw IV.
Os americanos iniciaram então o desenvolvimento de carros de combate médios armados com canhões de 75 mm que pudessem disparar munições perfurantes ou de alto-explosivo, montados em torres com giro de 360 graus. Este carro seria no futuro o M4 Sherman.
Neste interim, havia uma premência da fabricação de um carro dotado de um canhão de 75 mm que pudesse suprir a grande demanda de carros de combate que se vislumbrava na Europa. Foi então proposta a modificação dos M2 médios de forma que recebessem o canhão de 75 mm em seu casco, com giro limitado, pois ainda não havia uma torre compatível com este. Era uma solução à semelhança do Char B francês e do primeiro modelo do Churchill inglês. Foi previsto também o aumento de sua blindagem.
Este novo carro de combate foi designado M3 Lee e além do canhào de 75 mm montado do lado direito do casco (o que lhe conferia um um aspecto característico de assimetria do casco), com giro limitado, possuia uma torre dotada de um canhào de 37 mm, com giro completo, montada excenticamente sobre o casco à esquerda e sobre esta uma pequena torreta para o comandante com uma metralhadora .30. Sua tripulação era composta por 6 homens.



Foto: Um M3A2, com seu casco soldado
Fonte: www.panzertaktik.de















Como o M2, o M3 Lee apresentava uma silhueta alta, o que lhe era desvantajoso. Outra desvantagem era o giro reduzido do canhão de 75 mm. Em algumas versões foi usado um canhão mais curto (algumas vezes com um contra-peso em sua boca) o que lhe diminuia a pressão e a efetividade como arma anti-carro. A adoção de um canhão mais longo solucionou este problema. Seu casco originalmente era rebitado o que causava vários problemas, da resistência à danos até ao aumento de seu peso. O motor usado era um motor radial para aviões Wright R975 EC2 de 9 cilindros, refrigerado à ar.


 Foto: A traseira de um M3 sem sua cúpola. Note-se que a placa traseira é alta e existem duas portas de acesso ao motor.
Fonte: www.wikipedia.org














Ao longo da guerra foram desenvolvidas outras versões tentando corrigir problemas e efetuando melhorias. Surgiram versões subsequentes como o M3A1 cujo casco era totalmente moldado e arredondado.
O  M3A2 com o casco original , mas soldado ao invés de rebitado.
O M3A3 que era dotado de dois motores diesel General Motors o que modificou sua traseira eliminando as portas de acesso ao motor e aumentando a placa traseira para abaixo das lagartas, sua principal diferença em relação ao modelo M3A2.
O M3A4 que era uma versão extendida do M3 original.
O M3A5 com a mesma descrição do M3A3 porém com casco rebitado.
Outras versões dignas de nota são o M31, um blindado de socorro e o CDL (canal defense light) montado pelos ingleses a partir do casco do M3.
O M3 Lee entrou em combate inicialmente com os países aliados que o receberam pelo "Lend-lease act", em especial União Soviética, Inglaterra e Austrália.
Cabe aqui uma referência sobre o seu uso pelos ingleses. Já combatendo contra os alemães desde 1939, os ingleses pediram uma série de alterações na construção do M3 para seu uso no deserto, o resultado foi um carro bastante diferente usado apenas pela Inglaterra e integrantes da Commonwealth que foi denominado Grant. Porém a necessidade de blindados era tamanha que os ingleses também receberam o M3 Lee.
A primeira operação de que os M3 participaram foi na batalha de Gazala, em maio de 1942, onde provaram seu valor em combate, sendo superiores a todos os carros alemães e italianos exceto ao Pzkpfw IV armado com canhão longo. Os canhões anti-carro alemães antes relativamente imunes aos carros de combate ingleses, também passaram a estar em perigo devido as munições de alto-explosivo que  o canhão de 75 mm podia disparar.
Uma modificação de campo interessante foi a colocação de tela sobre o compartimento do motor para evitar a colocação de cargas magnéticas, usada no extremo orinete, como na Birmânia.
Apesar de um carro interino, o Lee combateu até 1944, nos teatros da Europa oriental, Africa, Pacífico e Extremo Oriente. A primeira destruição de um carro inimigo por soldados americanos foi feita por um Lee nas Filipinas.


No Brasil:
Como os demais países durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil recebeu conforme o Lend-lease act 104  Lees dos modelos M3A3 e M3A5 (Bastos). Um exemplo destes carros é o M3A3 dotado de contra-peso em seu canhão, que se encontra em frente ao 13o RCMec (antigo 2o RCC) em Pirassununga, São Paulo.
Cabe aqui uma ressalva de nomenclatura. O M3A5 era conhecido pelos ingleses como Grant II, mas essencialmente um Lee, portanto a referência de que o Exercito Brasileiro tenha usado Grants não é de todo correta.

Modelo:
O modelo usado é o antigo modelo de Lee da Tamiya. Apesar de denominado mk I, o modelo corresponde a um M3A5, devido a sua traseira com placa longa e a ausência das portas de acesso ao motor.
A pintura foi feita com o Olive brab da Tamiya (XF-62 )

Foto: O modelo já pintado, com alguns detalhes de wheathering aplicados.












 Foto: A placa traseir alongada do M3A5, nota-se a ausência das portas de acesso ao motor, conforme descrito.















Obras consultadas:
Ellis, Chris. The great tanks. London. Hamlyn. 1975.
Bastos, Expedito Carlos Stephani. Blindados no Brasil. São Paullo. Taller. 2011.
Foss, Christopher E. The illustrated encyclopedia of world's tanks and fighting vehicles. London. Salamander books.  1977.
Mesko, Jim. M3 Lee/Grant in action. Carrollton. Squadron/Signal. 1995.
www.wikipedia.org/wiki/M3_Lee