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sexta-feira, 2 de março de 2012

Jagdpanzer IV L/70 (V)

"A mais básica regra para um modelista criar um grande
 modelo é investir na pesquisa e no detalhamento."

Base histórica:
O desenvolvimento dos últimos Pzkpfw IV na 2a guerra está muito ligado a tentativa de Hitler de transformar a linha de produção dos tanques em uma linha de canhões de assalto/caça-tanques. Esta tentativa tinha como opositor Heinz Guderian que achava que os chassis do Pzkpfw IV deviam ser reservados a produção de tanques. Mas o próprio Guderian via a necessidade do caça-tanques como arma básica no combate a estes veículos para as Divisões de infantaria e batalhões de combate à tanques.
Desta anteposição, mas com o aval do próprio Guderian resultaram quatro tipos de caça-tanques baseados no chassi do Pzkpfw IV.
São eles:
- Sturmgeschutz IV
- Jagdpanzer IV L/48
- Jagdpanzer IV L/70 (V)
- Jagdpanzer IV L/70 (A)
Os Jagdpanzer IV eram considerados muito mais perigosos que os Stug III anteriormente utilizados (English).  Sua produção começou em janeiro de 1944.

O Jagdpanzer IV L/48 era um blindado montado sobre o chassi do Pzkpfw IV com uma modificação em sua frente composta por duas placas com um ângulo de 30 graus entre elas o que lhe conferia um glacis bastante inclinado. Apresentava uma estrutura em forma de casamata que alojava o canhão Pak 39 L/48 de 75 mm.



Foto: Um Jagdpanzer IV L/48 da 116a Div. Panzer. Seu símbolo (um greyhound) é visto à esquerda do blindado sobre a marca tática de um batalhão anti-tanque.














O Jagdpanzer IV L/70 (V) é o desenvolvimento do Jagdpanzer IV L/48, sua principal diferença é o canhão mais longo Pak 42 L/70 (70 calibres), o mesmo canhão do Panther, sem o freio de boca. Suas versões finais contavam com tubos de escapamento verticais (2),  e apenas 3 rodas de retorno ao invés de 4, totalmente de aço.
As duas rodas dianteiras  apresentavam rimas de aço ao invés de borracha (Isto deve-se ao aumento de peso da frente do veículo, o que danificava a rima de borracha). O peso também lhe dificultava a manobra.
Inicialmente fabricado com a aplicação de zimmerit, este material foi abandonado em setembro de 1944.
O "V" em seu nome refere-se a seu fabricante, a firma Vomag.

Foto: O Jagdpanzer IV L/70 (V), mostrando as características do arranjo de rodas descrito. Rodas de apoio com rima de aço e 3 rodas de retorno.









Modelo:
O modelo é o produzido pela Italeri, como outros ele traz a opção de montagem do L/48 ou do L/70. Possui peças variadas o suficiente para produzir várias versões destes carros. Algumas peças inadequadas visto terem sido produzidas em árvores aproveitadas para vários carros.
As rodas de retorno podem ser montadas em número de 3 ou 4, conforme a versão, porém são de um modelo antigo, com rima de borracha e não de aço. A solução foi sua substituição por rodas da tamiya vindas de um Stug IV.  Como minha opção foi da versão mais tardia, 3 rodas de aço.


 Foto: A comparação entre as rodas de retorno da Tamiya (esq) e Italeri (dir). As da taamiya são do padrão tardio com rima de aço.












O escapamento utilizado foi o duplo com dois canos verticais.


As duas primeiras rodas de apoio são com rima de aço, conforme a descrição do blindado real. Utilizei rodas de um PzkpfwIV da Dragon na parte interna das rodas dianteiras, pois são melhor detalhadas que as da Italei, já as externas são as da própria Italeri.


Foto: A comparação entre as rodas de apoio (externas e internas) da Italeri (esq) e Dragon (dir). Notem que a Italeri fornece uma roda interna com rima de borracha.












Foto: detalhe da suspensão modificada com as rodas descritas.













O suporte traseiro para patins de lagarta sobressalentes suprido pela Italeri não parece ser adequado, visto que não acompanha toda a traseira do veículo. foi necessário a produção de um novo com plástico e metal.



Foto: Detalhe do suporte das lagartas produzido em plástico e metal. O modelo da Italeri não traz esta peça, sendo necessário a sua produção (scratchbuild).













Obras consultadas:
Englih, John A. Surrender invites death. Mechanicsburg. Stackpole. 2011.
Grove, Eric. World war II tanks. London. Orbis. 1976.
Guderian, Heinz. Panzer leader. New York. Ballantine. 1967.
www..wikipedia.org/wiki/Jagdpanzer_IV

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Mk IV "tadpole"

Base histórica:

A introdução dos carros de combate nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial trouxe modificações a forma de se fazer a guerra, o movimento voltou à frente de batalha que no momento era dominada por uma série de trincheiras fazendo com que as posições ficassem estáticas. Os blindados permitiam  que se vencesse obstáculos e proporcionavam proteção conta as armas do inimigo.Os carros de combate romboidais ingleses, podiam cruzar trincheiras de 8 a 10 pés.
Toda nova arma gera uma contra-medida, portanto houve o aumento progressivo das trincheiras o que obrigou a melhora da capacidade de sua transposição em 1917. Uma das soluções propostas foi o "Tadpole tail".
A idéia era simples, alongar os chifres traseiros, em cerca de 9 pés, dos carros existentes, permitindo que cruzassem trincheiras mais largas.
As seções dos chifres traseiros foram fabricadas na William Foster & co. e mandadas para a França em forma de kits para a montagem em oficinas de campo. Apesar de efetiva a cauda não tinha rigidez o suficiente, principalmente em terreno acidentado, e foi abndonada.
A William Foster & co. ltd. era uma firma especializada em tratores agrícolas sobre lagartas. Tinha como principal executivo Sir William Tritton, ao qual se deve a idéia do "tadpole tail". Esta foi uma das primeiras firmas a produzir tanques na Inglaterra.


Foto: O Mk IV "Tadpole".
Fonte: www.tankzone.uk












No verão de 1918 foram feitos testes com este veículo, transportando um morteiro de 6 polegadas Newton & Stokes em uma plataforma entre os chifres traseiros, como forma de dar apoio de fogo.


Foto: O Mk IV "Tadpole" com o morteiro na plataforma traseira.
Fonte: www.tankzone.uk










Modelo:

O modelo disponível no mercado é o da Emhar cod. EM 4004. representa o carro (versão male) equipado com o morteiro.
Obs: A  versào armada com canhões 75 mm e metralhadoras nos embonos é chamada de male. A armada apenas com metralhadoras, female.
é um kit de fácil montagem que representa bem o original sem necessitar grandes alterações. Fica a dica de usar uma fonte de calor (um secador de cabelos, por exemplo) para ajudar a dar a forma as lagartas que são razoavelmente rígidas. O uso de super bonder flex-gel para fixá-las ao casco também é de bom alvitre.
Outro detalhe da construção foi o reforço dos escudos dos canhões com super bonder já que as placas laterais dos escudos não apresentam pinos de encaixe, formando superfícies propensas a quebra.


 Foto: O casco do Tadpole, mostrando a montagem das esteiras, antes de seu fechamento, opção que facilitou sua colagem.
















 Foto: O modelo pronto para a primeira mão de tinta.
Note-se os embonos com os canhões em suas laterais.














Tendo em vista que o "Tadpole" não entrou em operações pouca coisa pode se fazer em modificações que o tornem mais verossímil ou específico. O maior trabalho que pode ser feito é o da pintura e weathering.
A cor em si já é um problema. A Emhar indica o gunship gray como cor básica (FS 16118) , conforme os estudiosos do Tank Museum em Bovington, mas ninguém sabe ao certo qual era a cor dos carros de combate ingleses. A maior parte dos modelos varia entre gunship gray, khaki brown e verde (semelhante ao olive drab).
Obs: Esta proposta de cor segundo  a classificação de cores Federal Standard 595 (FS) é brilhante como indica o primeiro número do código.
É certo que os carros romboidais rapidamente se cobriam de lama devido as condições dos campos de batalha, por isso um pesado weathering é bem vindo..
Foi usada na pintura a tinta gunship gray da Model Masters (FS 36118), fosca.

Foto: O Tadpole após a primeira mão de tinta.















Obras consultadas:
Ellis, Chris. The great tanks. London. Hamlyn. 1975.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O M3 Lee

Base histórica:

No início da Segunda Guerra Mundial, o arsenal blindado dos EUA constituía-se principalmente de carros de combate leves M2, dotados de canhões de 37 mm e carros de combate médios também chamados de M2, com o mesmo canhão.

 Foto: Um M2 (médio) no Campo de Provas de Aberdeen
Fonte: www.wikipedia.org













Os combates ocorridos na Europa mostravam que o carro médio M2 era insuficientemente armado e blindado para enfrentar os blindados alemães como o Pzkpfw III e o Pzkpfw IV.
Os americanos iniciaram então o desenvolvimento de carros de combate médios armados com canhões de 75 mm que pudessem disparar munições perfurantes ou de alto-explosivo, montados em torres com giro de 360 graus. Este carro seria no futuro o M4 Sherman.
Neste interim, havia uma premência da fabricação de um carro dotado de um canhão de 75 mm que pudesse suprir a grande demanda de carros de combate que se vislumbrava na Europa. Foi então proposta a modificação dos M2 médios de forma que recebessem o canhão de 75 mm em seu casco, com giro limitado, pois ainda não havia uma torre compatível com este. Era uma solução à semelhança do Char B francês e do primeiro modelo do Churchill inglês. Foi previsto também o aumento de sua blindagem.
Este novo carro de combate foi designado M3 Lee e além do canhào de 75 mm montado do lado direito do casco (o que lhe conferia um um aspecto característico de assimetria do casco), com giro limitado, possuia uma torre dotada de um canhào de 37 mm, com giro completo, montada excenticamente sobre o casco à esquerda e sobre esta uma pequena torreta para o comandante com uma metralhadora .30. Sua tripulação era composta por 6 homens.



Foto: Um M3A2, com seu casco soldado
Fonte: www.panzertaktik.de















Como o M2, o M3 Lee apresentava uma silhueta alta, o que lhe era desvantajoso. Outra desvantagem era o giro reduzido do canhão de 75 mm. Em algumas versões foi usado um canhão mais curto (algumas vezes com um contra-peso em sua boca) o que lhe diminuia a pressão e a efetividade como arma anti-carro. A adoção de um canhão mais longo solucionou este problema. Seu casco originalmente era rebitado o que causava vários problemas, da resistência à danos até ao aumento de seu peso. O motor usado era um motor radial para aviões Wright R975 EC2 de 9 cilindros, refrigerado à ar.


 Foto: A traseira de um M3 sem sua cúpola. Note-se que a placa traseira é alta e existem duas portas de acesso ao motor.
Fonte: www.wikipedia.org














Ao longo da guerra foram desenvolvidas outras versões tentando corrigir problemas e efetuando melhorias. Surgiram versões subsequentes como o M3A1 cujo casco era totalmente moldado e arredondado.
O  M3A2 com o casco original , mas soldado ao invés de rebitado.
O M3A3 que era dotado de dois motores diesel General Motors o que modificou sua traseira eliminando as portas de acesso ao motor e aumentando a placa traseira para abaixo das lagartas, sua principal diferença em relação ao modelo M3A2.
O M3A4 que era uma versão extendida do M3 original.
O M3A5 com a mesma descrição do M3A3 porém com casco rebitado.
Outras versões dignas de nota são o M31, um blindado de socorro e o CDL (canal defense light) montado pelos ingleses a partir do casco do M3.
O M3 Lee entrou em combate inicialmente com os países aliados que o receberam pelo "Lend-lease act", em especial União Soviética, Inglaterra e Austrália.
Cabe aqui uma referência sobre o seu uso pelos ingleses. Já combatendo contra os alemães desde 1939, os ingleses pediram uma série de alterações na construção do M3 para seu uso no deserto, o resultado foi um carro bastante diferente usado apenas pela Inglaterra e integrantes da Commonwealth que foi denominado Grant. Porém a necessidade de blindados era tamanha que os ingleses também receberam o M3 Lee.
A primeira operação de que os M3 participaram foi na batalha de Gazala, em maio de 1942, onde provaram seu valor em combate, sendo superiores a todos os carros alemães e italianos exceto ao Pzkpfw IV armado com canhão longo. Os canhões anti-carro alemães antes relativamente imunes aos carros de combate ingleses, também passaram a estar em perigo devido as munições de alto-explosivo que  o canhão de 75 mm podia disparar.
Uma modificação de campo interessante foi a colocação de tela sobre o compartimento do motor para evitar a colocação de cargas magnéticas, usada no extremo orinete, como na Birmânia.
Apesar de um carro interino, o Lee combateu até 1944, nos teatros da Europa oriental, Africa, Pacífico e Extremo Oriente. A primeira destruição de um carro inimigo por soldados americanos foi feita por um Lee nas Filipinas.


No Brasil:
Como os demais países durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil recebeu conforme o Lend-lease act 104  Lees dos modelos M3A3 e M3A5 (Bastos). Um exemplo destes carros é o M3A3 dotado de contra-peso em seu canhão, que se encontra em frente ao 13o RCMec (antigo 2o RCC) em Pirassununga, São Paulo.
Cabe aqui uma ressalva de nomenclatura. O M3A5 era conhecido pelos ingleses como Grant II, mas essencialmente um Lee, portanto a referência de que o Exercito Brasileiro tenha usado Grants não é de todo correta.

Modelo:
O modelo usado é o antigo modelo de Lee da Tamiya. Apesar de denominado mk I, o modelo corresponde a um M3A5, devido a sua traseira com placa longa e a ausência das portas de acesso ao motor.
A pintura foi feita com o Olive brab da Tamiya (XF-62 )

Foto: O modelo já pintado, com alguns detalhes de wheathering aplicados.












 Foto: A placa traseir alongada do M3A5, nota-se a ausência das portas de acesso ao motor, conforme descrito.















Obras consultadas:
Ellis, Chris. The great tanks. London. Hamlyn. 1975.
Bastos, Expedito Carlos Stephani. Blindados no Brasil. São Paullo. Taller. 2011.
Foss, Christopher E. The illustrated encyclopedia of world's tanks and fighting vehicles. London. Salamander books.  1977.
Mesko, Jim. M3 Lee/Grant in action. Carrollton. Squadron/Signal. 1995.
www.wikipedia.org/wiki/M3_Lee

sábado, 22 de outubro de 2011

O Kangaroo e o nascimento da infantaria blindada - parte I

Base histórica:
O aparecimento dos blindados proporcionou inicialmente apoio à infantaria. Mas com seu desenvolvimento e melhoria tornou-se difícil que esta os acompanhasse o que não permitia a manutenção do terreno conquistado. Com a invenção das armas anti-carro e sua evolução, a relação inicial acabou por tornar-se de apoio mútuo, sendo necessária a colaboração desta para  a eliminação de ameaças nas áreas onde operavam os blindados.

Nesta situação a infantaria ficava bastante exposta e não conseguia acompanhar a velocidade de deslocamento. Portanto começou-se a estudar métodos que proporcionassem proteção e velocidade. 
Foram utilizados numerosos tipos de veículos para que se pudesse alcançar estes objetivos. Aos caminhões faltava a proteção blindada e a capacidade de deslocar-se em qualquer terreno. Desenvolveram-se então veículos mistos os meia-lagarta que tinham melhor proteção e capacidade de deslocamento por terrenos difíceis, mas ainda inferiores aos carros de combate.
Este tipo de veículo teve seu maior desenvolvimento na Alemanha com os modelos Sdkfz 250 e 251 e nos Estados Unidos com os modelos M2 e M3.
Os M3 apesar de inicialmente terem recebido o apelido de "purple heart boxes" (numa referência à condecoração americana por ferimento em combate), tiveram bastante sucesso permanecendo em operação até a guerra do Yom Kippur nas Forças de defesa de Israel (IDF).

Foto: Sdkfz 251.
Fonte: Bundesarchiv.










Foto: Um M3 half-track do Exército Brasileiro.
Fonte: Coleção do autor.















É atribuida a idéia da criação das VBTP (viatura blindada de transporte de pessoal) ao Ten. Gen. Guy Simonds do 1o Exército Canadense, sob o comando do Gen. H. Crerar, como uma forma de diminuir suas perdas já que suas reservas de infantaria eram escassas. Segundo Mason a idéia da infantaria blindada já existia mas não havia sido efetivamente implementada.
Após autorização dos americanos, donos do equipamento, foram retirados os canhões 105 mm. de 102 M7 Priests dos regimentos de artilharia da 3a Div. de Infantaria Canadense e soldadas placas de aço em suas aberturas. Originalmente estes veículos foram chamados de "Padres sem batina" (defrocked priests) depois tomaram a denominação de Kangaroos. Na literatura encontram-se três explicações para o nome: na primeira, Kangaroo seria o código da oficina de campo que realizou as modificações, na segunda, seria o nome da própria operação (Grodzinski) e na terceira uma referência ao animal pelo transporte de seus filhotes na bolsa.
O resultado final foi um veículo sobre lagartas com a blindagem e características de movimento do M4 Sherman que podia transportar 12 soldados.
Foram utilizados pela primeira vez durante a Operação "Totalize" ao sul de Caen em 08 de agosto de 1944. Estes veículos permitiram que a infantaria avançasse rapidamente e desembarcasse a apenas 180 m. de seu ojetivo nas cidades de Cramesnil e Saint-Aignan de Cramesnil.
Os canadenses passaram a seguir a fazer estas modificações em outros veículos como o carro de combate Ram de fabricação própria. Este modelo de Kangaroo (Ram Kangaroo) é mais comum de ser encontrado.




Foto: Um alinhamento de Kangaroos canadenses na operação Totalize.










Foto: Um Ram Kangaroo com seus fuzileiros.
Fonte:  www.stijdbewijs.nl/tanks/sherman/m4eng2.htm
















Uma crítica a todos os modelos citados até aqui era o fato de serem abertos em cima o que facilitava o ataque a guarnição. Isto só seria solucionado com a criação no pós-guerra de  blindados como o M113, o BMP1 entre outros.

Modelo:
O modelo utilizado é o Priest Kangaroo da Italeri. Foram feitas algumas modificações conforme a pesquisa realizada.
Em primeiro lugar os faróis foram reposicionadas de seu local usual no casco do Sherman para o alto do casco, conforme as fotos. Consequentemente é necessário a modificação das guardas dos faróis Placas de blindagem foram adicionadas na frente tendo em vista que a retirada do canhão deixava o atirador da .50 exposto pela sua esquerda.

Foto: O modelo em montagem com a adição da proteção blindada descrita e reposicionamento dos faróis. A placa no local do canhão foi alongada conforme as fotos encontradas durante a pesquisa.













As placas de blindagem adicionadas nas laterais também foram modificadas pois embora algumas tenham sido colocadas com dobradiças muitas foram apenas fixadas tendo em vista que os fuzileiros desembarcavam preferencialmente pela traseira do veículo.


Foto: O modelo já com as guardas dos faróis e as placas laterais. Note-se que a placa esquerda foi retrabalhada, apresentando uma indentação como a da foto do carro real. Uma primeira mão de tinta já foi aplicada.













A pintura foi realizada com a tinta Khaki drab da Tamiya (XF-51).



Obras consultadas:
Grodzinski, John R. "Kangaroos at war" The history of 1st Canadian Armored Personnel Carrier regiment. Canadian Military History, vol 4. number 2. 1995.
Gudmundson, Bruce I. On armor. London. Praeger. 2004.
Johnson, Kevin. It came from Canada. Military in scale. mar 2002, 20-22.
Mason, David. Normandia. Rio de Janeiro. Renes 1972.
www.canadiankangaroos.ca
www.wikipedia.org/wiki/kangaroo_APC
www.wikipedia.org/wiki/Operation_Totalize

domingo, 2 de outubro de 2011

Obuseiro auto-propulsado M8 (M8 howitzer motor carriage)

 Base histórica:
A guerra mecanizada adicionou mobilidade ao campo de batalha, obrigando as várias armas a se adaptarem a novas necessidades. É o caso da artilharia que se viu obrigada a acompanhar  as outras armas para cumprir suas missões seja na defesa anti-aérea, anti-carro ou na artilharia de campanha.
A partir desta premissa, foi procurada a conjugação desta com os blindados como forma de acompanhar o movimento, mas também proporcionar proteção visto que esta também estaria mais exposta ao inimigo. Todos os exércitos procuraram desenvolver estes armamentos, usando para isso chassis/cascos de blindados já existentes. O limitador do canhão/obuseiro transportado era o tamanho do casco, surgindo então blindados de artilharia auto-propulsada de vários calibres e funções.

O M8 é um obuseiro auto-propulsado de topo aberto baseado no casco do carro de combate leve M5 Stuart. Era dotado de um obuseiro M2/M3 de 75mm cujo tubo curto lhe conferia um aspecto bastante característico. Quando montado no casco do M5A1 era chamado de M8A1.
Encontram-se também referências onde é chamado de T47 ou M8 Scott.
A ordem de sua produção data de abril de 1942 mas a produção efetivamente começou em setembro de 1942 extendendo-se até janeiro de 1944 com um total de 1778 veículos produzidos.
M8A1 do 106th Cavalry Recon Group na Europa ocidental














Entrou em serviço com o Exército Americano nos teatros de operações da Itália, Europa Ocidental e Pacífico. Foi usado pelos franceses da 2a Guerra Mundial até a 1a Campanha da Indochina.

Um M8A1 francês entrando em Paris em 1944.

























Por tratar-se de um veículo leve e rápido, podendo desenvolver 58 km/h (36 mph), normalmente acompanhava Undades de Reconhecimento e/ou Pelotões de Assalto. Ellis refere que era comumente usado nas Companhias de de Comando de Batalhões de Tanques (CC).

Modelo:
O modelo (M8A1) utilizado é o da Tamiya, construído sem grandes modificações. Sua pintura foi feita com a Model Master green drab. Foram aplicados washes de Tamiya flat earth (XF-52) para dar ao modelo uma aparência empoeirada.
Os trens (equipamentos) utilizados são peças de resina e madeira (balsa) de minha própria fabricação.








































Obras consultadas:
Elis, Chris. The great tanks: New York: Hamlyn, 1975.
Gudmundson, Bruce I. On armor.London. Praeger. 2004
www.olive-drab.com
www. usarmymodels.com
www.wikipedia.org/wiki/Howitzer_Motor_Carriage_M8
Zaloga, S. Stuart U. S. light tank in action: Carrolton: Squadron/Signal, 1979.